Edgar Morais junta‑se ao elenco de “An Odd Enchantment”, novo projeto da realizadora Sara Driver, uma das figuras mais reconhecidas do cinema independente americano surgido em Nova Iorque entre o fim dos anos 1970 e a década de 1980.
Uma trajetória singular na cena alternativa
Apesar de menos mediática que alguns dos seus co‑autores, Sara Driver é considerada central na história artística de Lower Manhattan, período em que o cinema independente ganhou identidade própria fora do circuito tradicional de Hollywood. A sua abordagem visual, experimental e altamente autoral, surgiu da cultura underground nova‑iorquina, onde cinema, música, artes plásticas e performance se misturavam.
Obras de referência
Driver dirigido‑se a história tão emblemática como “Sleepwalk” (1986), impressa como obra‑culta do cinema alternativo da época. O filme congregou músicos e artistas da cena downtown de Nova Iorque, tornou‑se referência entre devotos e ajudou a consolidar a estética independente.
Conexões com o canon independente
A realização está também associada ao percurso de Jim Jarmusch, pois Driver produziu “Permanent Vacation” e “Stranger Than Paradise”, dois títulos que definiram o movimento independente modernista e alavancaram Jarmusch como uma das vozes mais influentes do cinema de autor contemporâneo.
Novos rostos e parcerias internacionais
“An Odd Enchantment” conta ainda com nomes como Maria de Medeiros, Mathieu Amalric e Trine Dyrholm. O filme é produzido por Rodrigo Areias, através da sua plataforma Bando à Parte, que tem apostado em coproduções transnacionais.
O contributo de Edgar Morais
Para Edgar Morais, participar no projeto significa avançar em uma carreira internacional em expansão. Recentemente trouxe‑se notoriedade como protagonista em “A Cup of Coffee and New Shoes On”, de Gentian Koçi, candidato oficial da Albânia aos Óscares. A atuação rendeu‑lhe o prémio de Melhor Ator no Prishtina International Film Festival e uma nomeação ao Globo de Ouro português na categoria de Melhor Ator Principal.
Trajetória cinematográfica
A filmografia de Morais inclui ainda “Lovely, Dark and Deep”, de Teresa Sutherland, e “The Worst Man in London”, produção de Rodrigo Areias. Paralelamente, desenvolve a sua faceta de realizador; o curta‑metragem “We Won’t Forget” foi agraciado com o Grande Prémio do Júri no Castrovillari Film Festival e recebeu nomeação para os Prémios Sophia da Academia Portuguesa de Cinema.
Próximos passos
O ator está a preparar o seu primeiro longa‑metragem como realizador, rodado em Portugal, cenário em que também autoria do argumento e desempenho principal. Inluído na lista de projetos, o documentário “It Was Them”, com produção executiva de Larry Clark, demonstra o alojo da sua produção em diferentes géneros.
A integração no universo criativo de Sara Driver insere‑lo numa linhagem histórica do cinema independente americano, ao lado de autores que redefiniram a autoria cinematográfica fora dos modelos dominantes da indústria.
Fonte: Divulgação do projecto
