O banco angolano apresentou, no primeiro trimestre de 2026, lucro operacional de AOA 2,31 mil milhões (US$ 2,54 milhões), equivalente a um aumento de 15,69% face aos AOA 2 mil milhões (US$ 2,19 milhões) do mesmo período de 2025.
Crescimento do activo
O activo total aumentou 8,37%, alcançando AOA 185,44 mil milhões (US$ 203,30 milhões), contra AOA 171,12 mil milhões (US$ 187,63 milhões) registados em março de 2025, sob a liderança do Presidente da Comissão Executiva, Ricardo Matias Ferreira Petinga.
Redução da carteira de títulos
A carteira de títulos e valores mobiliários, que representa 13,75% do activo, diminuiu 18,63%, para AOA 25,50 mil milhões (US$ 27,96 milhões), perante AOA 31,34 mil milhões (US$ 34,37 milhões) no ano anterior.
Queda no crédito a clientes
O crédito a clientes, segunda linha de negócio da banca nacional, contraiu 21,19%, registrando AOA 21,40 mil milhões (US$ 23,46 milhões), acima dos AOA 27,16 mil milhões (US$ 29,78 milhões) concedidos em 2025, correspondendo a 11,54% do activo total.
Aumento do passivo
As dívidas a terceiros cresceram 6,52%, totalizando AOA 127,71 mil milhões (US$ 140,02 milhões), relativamente aos AOA 119,91 mil milhões (US$ 131,48 milhões) do 1T25. O principal motor foi a subida de 4,96% nos recursos de clientes, que atingiram AOA 121,83 mil milhões (US$ 133,57 milhões), representando 95,39% do passivo total.
Reforço dos fundos próprios
Os accionistas reforçaram o capital próprio em 12,59%, para AOA 55,40 mil milhões (US$ 60,74 milhões), superior aos AOA 49,21 mil milhões (US$ 53,96 milhões) registados no mesmo período de 2025.
Este resultado indica uma melhoria na rentabilidade apesar da retração nos créditos e na carteira de títulos, sugerindo que o Access Bank Angola mantém uma posição sólida de liquidez e capitalização para enfrentar desafios futuros.
