Cheias em Benguela obrigam LAR a activar operação de contingência e normalizar Corredor do Lobito

Cheias em Benguela obrigam LAR a activar operação de contingência e normalizar Corredor do Lobito Cheias em Benguela obrigam LAR a activar operação de contingência e normalizar Corredor do Lobito

Lobito Atlantic Railway (LAR) lança plano multimodal para garantir fluxos de carga após inundações que fecharam parte da linha férrea

A LAR ativou, a 12 de Abril de 2026, uma operação de contingência multimodal na Plataforma Multimodal do Dango (PMD) para preservar a circulação de mercadorias no Corredor do Lobito, depois das cheias que afetaram a província de Benguela no meio do mês.

Impactos humanos e hidrológicos
Nos dias 11 e 12 de Abril de 2026, as chuvas intensas provocaram transbordamento dos ribeiros Cavaco e Halo, originando inundações súbitas que resultaram em vítimas fatais, destruição de habitações e deslocamento de centenas de famílias. Em áreas como o Dango, a elevação rápida das águas surpreendeu as populações, ampliando a gravidade da ocorrência.

Danos à infraestrutura ferroviária
A linha do Corredor do Lobito teve a circulação suspensa, sobretudo pela coluna danificada na ponte sobre o rio Cavaco. Essa interrupção parou o trânsito de mercadorias entre Lobito e Luau e perturbou a mobilidade rodoviária e ferroviária entre Benguela e Lobito. Apesar da gravidade, fontes confirmam que o terminal mineiro não foi directamente afectado; os danos concentraram‑se nos trechos ferroviários e nas vias de acesso e escoamento.

A Linha do Caminho de Ferro de Benguela também sofreu, com a circulação suspensa entre Negrão e Cubal. A LAR apontou que não registou feridos entre trabalhadores ou subcontratados durante as inundações.

Resposta operativa da LAR
Em sete dias, a empresa estruturou uma solução integrada rodo‑ferroviária, em coordenação com autoridades e parceiros. O modelo liga o Porto do Lobito ao Dango — última estação operacional antes do Huambo — e, a partir daí, assegura o transporte ferroviário até Luau e à Kolwezi. Até ao final de duas semanas, a LAR reestabeleceu condições regulares de serviço, com ciclos logísticos e níveis de desempenho semelhantes aos de antes da crise.

“Nos últimos dias demonstrámos um nível excecional de resiliência e capacidade de execução. Em menos de duas semanas restabelecemos a operação e retomámos condições regulares de serviço, uma resposta que distingue este corredor”, declarou Nicholas Fournier, CEO da LAR.

A retoma incluiu, a 20 de Abril, a primeira operação ferroviária no Dango com um comboio da Sonagás, seguida, a 24 de Abril, da expedição da primeira carga de cobre e enxofre a partir do Lobito.

Acção junto das comunidades
Paralelamente, a LAR colabora com as autoridades na sensibilização das comunidades ao longo da linha, especialmente devido ao aumento do tráfego rodoviário de camiões, e no apoio às famílias afectadas pelas cheias.

Perspetivas de reabilitação
Os trabalhos de recuperação das infraestruturas danificadas continuam, com um plano definido para a completa reparação da linha. Enquanto isso, o tráfego internacional para além do Huambo mantém‑se operativo, garantindo a continuidade das ligações logísticas regionais.

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