Banco de Poupança e Crédito regista sexta quebra trimestral consecutiva no lucro, RAI recua 33,13%

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O Banco de Poupança e Crédito, S.A. (BPC) registou, no primeiro semestre de 2026, uma nova deterioração no seu desempenho financeiro, com o Resultado Antes de Impostos (RAI) a recuar 33,13% em termos homólogos. O indicador passou de AOA 7,166 mil milhões (USD 7,86 milhões), no primeiro semestre de 2025, para AOA 4,792 mil milhões (USD 5,25 milhões) no mesmo período de 2026 — uma queda de AOA 2,374 mil milhões (USD 2,60 milhões) em termos absolutos.

Trata-se da sexta quebra consecutiva no RAI do banco público comercial, uma tendência que se mantém desde o primeiro trimestre de 2025, segundo os balancetes divulgados pela instituição ao abrigo do Aviso n.º 15/07 do Banco Nacional de Angola (BNA), assinados por Luzolo de Carvalho, Presidente da Comissão Executiva, e Josenildo Victor Camuabo Camarada, Director de Contabilidade.

Apesar da quebra nos resultados, o activo do BPC cresceu 16,38% em termos homólogos, passando de AOA 1,618 biliões (USD 1,78 mil milhões), a 30 de Junho de 2025, para AOA 1.883.998.773 mil (USD 2,06 mil milhões) no final de Junho de 2026, valor que consta directamente do balancete do segundo trimestre.

Leitura trimestral confirma abrandamento

A comparação entre os balancetes do primeiro trimestre (encerrado a 31 de Março de 2026, com RAI acumulado de AOA 1.037.819 mil) e do segundo trimestre (encerrado a 30 de Junho de 2026, com RAI acumulado de AOA 4.791.573 mil) permite isolar a contribuição específica do trimestre em análise: o banco gerou cerca de AOA 3,754 mil milhões entre Abril e Junho de 2026.

O activo cresceu 8,29% entre Março e Junho de 2026, passando de AOA 1.739.786.050 mil para AOA 1.883.998.773 mil, impulsionado pela carteira de títulos e valores mobiliários, que subiu 3,58% no mesmo intervalo, de AOA 646.359.916 mil para AOA 669.471.645 mil — 35,53% do activo total.

Títulos crescem, crédito recua no trimestre

Em termos homólogos, a carteira de títulos e valores mobiliários aumentou 13,22%, de AOA 591,3 mil milhões (USD 648,4 milhões) para os actuais AOA 669.471.645 mil (USD 733,6 milhões).

O crédito a clientes apresentou uma evolução quase nula em termos homólogos, com um crescimento de apenas 0,12%, passando de AOA 367,9 mil milhões (USD 403,4 milhões) para AOA 368.379.005 mil (USD 403,7 milhões) — 19,55% do activo. Numa leitura trimestral, porém, o crédito recuou 3,70% entre Março e Junho de 2026, de AOA 382.529.249 mil para AOA 368.379.005 mil.

Passivo cresce, fundos próprios recuam ligeiramente no trimestre

O passivo do BPC fixou-se em AOA 1,59 biliões (USD 1,75 mil milhões), um crescimento homólogo de 20,21%. Os recursos de clientes, que representam 88,78% do passivo, aumentaram 22,16%, para AOA 1,41 biliões (USD 1,55 mil milhões).

Os fundos próprios do banco permaneceram praticamente inalterados em termos homólogos, com uma variação de apenas 0,02%, fixando-se em AOA 287.140.909 mil (USD 314,7 milhões) no final de Junho de 2026 — um ligeiro recuo de 0,87% face aos AOA 289.658.707 mil registados no final do primeiro trimestre de 2026.

Fonte: Banco de Poupança e Crédito, S.A. (BPC), Balancetes do 1.º e 2.º Trimestre de 2026, publicados ao abrigo do Aviso n.º 15/07 do Banco Nacional de Angola (BNA).

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