Activo total sobe 21,71%. Carteira de títulos e valores mobiliários cresce 27,71% e torna-se motor principal de expansão.
O Banco Millennium Atlântico registou um desempenho robusto no primeiro trimestre de 2026, reflectindo uma forte melhoria nos resultados financeiros sob a liderança de Isabel Espírito Santo, presidente da Comissão Executiva.
O banco reportou um lucro líquido de AOA 5,12 mil milhões (US$ 5,61 milhões) no período, comparado com AOA 2,83 mil milhões (US$ 3,10 milhões) no primeiro trimestre de 2025 — um crescimento expressivo de 80,60%. A expansão em termos absolutos foi de AOA 2,29 mil milhões (US$ 2,51 milhões).
Expansão do activo total
O activo total do banco cresceu de AOA 2,05 biliões (US$ 2,24 mil milhões) no primeiro trimestre de 2025 para AOA 2,49 biliões (US$ 2,73 mil milhões) no mesmo período de 2026, representando uma alta de 21,71%.
A carteira de títulos e valores mobiliários foi o segmento com maior crescimento, passando de AOA 811,75 mil milhões (US$ 890,07 milhões) para AOA 1,03 bilião (US$ 1,13 mil milhões), um aumento de 27,71%. Esta rubrica continua a ser uma das principais componentes da estrutura patrimonial do banco, representando 41,54% do activo total.
Crédito a clientes em expansão moderada
O crédito concedido a clientes registou uma expansão de 18,02%, saindo de AOA 495 mil milhões (US$ 542,76 milhões) para AOA 584,2 mil milhões (US$ 640,47 milhões). Apesar deste crescimento robusto, o crédito continua a representar apenas 23,41% do activo total, sugerindo que o banco mantém uma estratégia de alocação de recursos diversificada, com ênfase em títulos e valores mobiliários.
Crescimento do passivo
Do lado do passivo, o banco registou um aumento de 23,35%, elevando as obrigações e dívidas com terceiros de AOA 1,81 biliões (US$ 1,99 mil milhões) no primeiro trimestre de 2025 para AOA 2,23 biliões (US$ 2,45 mil milhões) no mesmo período de 2026.
Os recursos de clientes — depósitos e recursos captados junto dos depositantes — registaram evolução positiva, fixando-se em AOA 2,17 biliões (US$ 2,38 mil milhões) no primeiro trimestre de 2026, uma expansão de 22,70%. Estes recursos representam 97,31% do passivo total do banco, reflectindo a dependência da instituição na captação de depósitos para financiar operações.
Reforço moderado do capital próprio
Os fundos próprios cresceram de AOA 232,46 mil milhões (US$ 254,89 milhões) no primeiro trimestre de 2025 para AOA 251,55 mil milhões (US$ 275,78 milhões) no mesmo período de 2026, uma alta de 8,21%.
O crescimento dos fundos próprios, embora moderado comparado com a expansão do activo e do passivo, sinaliza uma posição de capital que suporta o crescimento operacional do banco.
Perfil de crescimento e estratégia
O desempenho do BMA no primeiro trimestre de 2026 revela uma instituição em expansão, com crescimento equilibrado entre activos e passivos. A ênfase na carteira de títulos e valores mobiliários — que cresceu acima da média geral do activo — sugere uma estratégia de investimento em activos mais líquidos.
O crescimento do crédito, embora robusto em percentagem, permanece moderado em termos da estrutura patrimonial, mantendo o crédito como componente secundária do activo. Esta abordagem reflecte uma gestão conservadora de risco de crédito em contexto de mercado em transformação.
Fonte: O Telegrama
