FINCREST regista resultado líquido de 994 milhões de kwanzas e cresce 198% em 2025

FINCREST regista resultado líquido de 994 milhões de kwanzas e cresce 198% em 2025 FINCREST regista resultado líquido de 994 milhões de kwanzas e cresce 198% em 2025

Sociedade distribuidora de valores mobiliários reforça fundos próprios em 213,8% e consolida posição no mercado secundário da BODIVA com volume negociado superior a 216 mil milhões de kwanzas.

A FINCREST — Sociedade Distribuidora de Valores Mobiliários, S.A. — encerrou o exercício de 2025 com um resultado líquido de 994.051.767 kwanzas, o que representa um crescimento de 198% face aos 333.101.653 kwanzas registados no período homólogo. Os dados constam do Relatório e Contas de 2025, aprovado pelo Conselho de Administração em 29 de Abril de 2026 e auditado pela Deloitte Auditores, Lda.

Os números revelam uma instituição em aceleração. O activo total fixou-se em 3.226.452.242 kwanzas, um crescimento de 53,5% face ao exercício anterior. Os fundos próprios atingiram 1.361.684.516 kwanzas, um salto de 213,8% que elevou o rácio de autonomia financeira para 42,2%. Em 2024, a FINCREST dependia maioritariamente de capitais alheios — com um endividamento geral de 79,3%. Em 2025, esse rácio desceu para 57,8%, invertendo a lógica de financiamento da instituição.

O resultado operacional ascendeu a 1.318.121.450 kwanzas, sustentado principalmente pelo desempenho da carteira de títulos mantidos para negociação. Os resultados de negociação e ajustes ao valor justo totalizaram 3,3 mil milhões de kwanzas, um incremento de 128% face ao ano anterior.

A rentabilidade dos capitais próprios (ROE) manteve-se em 73%, enquanto o retorno sobre o activo (ROA) subiu de 15,9% para 30,8%. A margem líquida situou-se em 37%, o que significa que a FINCREST reteve mais de um terço da sua receita total como lucro real, mesmo após absorver uma expansão significativa dos custos estruturais.

O Conselho de Administração propôs à Assembleia Geral a seguinte aplicação do resultado líquido: reserva legal de 49.702.588 kwanzas e resultados transitados de 944.349.178 kwanzas. Não foi proposta distribuição de dividendos relativamente ao exercício de 2025.

Corretagem na BODIVA: 1.258 transacções e crescimento de 530%

Na actividade de corretagem, a FINCREST registou 1.258 transacções ao longo de 2025, correspondentes a um montante negociado superior a 216,74 mil milhões de kwanzas. O crescimento face ao período homólogo foi de 530% no montante negociado e de 470% no número de transacções.

A predominância do negócio recaiu sobre o mercado de Títulos do Tesouro, que representou 80,30% do total negociado. O Mercado de Balcão Organizado contribuiu com 18,31%, enquanto o Mercado de Bolsa e Acções e o Mercado Primário representaram, respectivamente, 0,96% e 0,42% do total.

A actividade de custódia registou um incremento líquido de 38 contas, totalizando 46 contas activas em 31 de Dezembro de 2025. O valor total sob custódia ascendeu a 43.997.725.165 kwanzas, um crescimento de 612,29% face ao período homólogo. A base de custódia é maioritariamente institucional, com os clientes corporativos a representarem 60,04% do universo total.

O montante custodiado foi composto predominantemente por Obrigações do Tesouro Não Reajustáveis, que representaram 95,62% do total.

Em 2025, a FINCREST integrou ainda o sindicato de colocação da Oferta Pública de Venda do Banco Fomento Angola. Durante os aproximadamente 20 dias da oferta, a sociedade registou 7 subscrições, totalizando 4,71 mil milhões de kwanzas em ordens submetidas, com uma alocação final de 17.800 unidades, correspondentes a 881.100.000 kwanzas.

Estrutura accionista e governo corporativo

O capital social da FINCREST manteve-se em 140.000.000 kwanzas, integralmente subscrito e realizado, dividido por 140.000 acções ordinárias. A estrutura accionista distribui-se entre cinco entidades: Casaemanta Portugal, Lda., Alberto Jorge de Jesus Mendes e Mário Jorge de Jesus Mendes, cada um com 26% do capital; e Casaemanta — Prestação de Serviços, Lda. e Well Drill, Lda., cada uma com 7%.

O Conselho de Administração é presidido por Alberto Mendes, com Henda de Carvalho como Administradora Não Executiva e Mário Mendes como Presidente Executivo. O Conselho Fiscal é presidido por Jungueira Ngola.

A auditoria externa é assegurada pela Deloitte Auditores, Lda., registada na Comissão do Mercado de Capitais, função que exerce desde o exercício de 2024.

Em 2025, a FINCREST implementou a função de Auditoria Interna, reforçou a Gestão de Riscos e aprimorou os sistemas de Compliance em matéria de branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e prevenção da corrupção. Foi contratado um Responsável pela Gestão de Riscos com perfil alinhado com as exigências regulatórias da CMC, e desenvolvido o Mapa Corporativo de Riscos, validado pelo Conselho de Administração.

Capital humano: de 9 para 25 colaboradores em 12 meses

A FINCREST iniciou 2025 com 9 colaboradores e encerrou o ano com 25, reflectindo a expansão da actividade e o reforço da estrutura organizacional. O crescimento foi progressivo ao longo do ano, com contratações distribuídas por todos os trimestres.

A equipa é composta por 11 colaboradoras do sexo feminino e 14 colaboradores do sexo masculino, com idades compreendidas entre 30 e 50 anos.

Os custos com pessoal cresceram mais de 300%, totalizando 905.823.940 kwanzas. Este aumento reflecte o alargamento do quadro técnico, a atribuição de prémios de desempenho e um ajuste salarial de 15% sobre o salário base efectuado em Julho de 2025.

A Deloitte não emitiu qualquer reserva nas demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2025. O Conselho Fiscal declarou parecer favorável à aprovação das contas, em reunião realizada em Luanda a 29 de Abril de 2026.

Fonte: Relatório e Contas 2025 — FINCREST, S.A.

Add a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *