Operação envolve 1,1 milhões de acções. Fundo AXIOS passa a deter 9,85% do capital do banco.
O Grupo Carrinho alienou a totalidade da sua participação no Banco de Fomento Angola (BFA), através da subsidiária Congolian Financial, a favor dos fundos de investimento mobiliário fechados AXIOS e ASSET.
A operação foi comunicada esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Capitais (CMC).
Foram transaccionadas 1,1 milhões de acções, representativas de 7,61% do capital social do BFA.
Em contrapartida, a Congolian Financial e os seus accionistas adquiriram unidades de participação nos mesmos fundos.
Na comunicação enviada à CMC constam ainda outras pessoas singulares em nome de quem a declaração foi apresentada.
AXIOS reforça posição no BFA
O AXIOS foi o fundo de maior expressão na operação. Trata-se de um fundo especial de investimento em valores mobiliários, gerido pela Oluasi Investments SGOIC, que passou a deter uma participação qualificada de 9,85% no capital social e nos direitos de voto do BFA.
Durante o período de comercialização do fundo foram subscritas 1.417.926 acções do banco. Posteriormente, já em fase de gestão, o fundo adquiriu em mercado secundário, através da BODIVA, mais 59.751 acções, elevando o total para 1.477.677 acções.
A Oluasi Investments é uma boutique financeira especializada na gestão de activos, sediada em Luanda e fundada em 2022.
Fim de um ciclo
A operação encerra um ciclo iniciado no começo deste ano. A entrada do Grupo Carrinho no capital do BFA ocorreu num contexto de alterações na estrutura accionista da instituição, que colocou parte do seu capital em bolsa através de uma Oferta Pública de Venda, com o objectivo de dispersar a titularidade e atrair novos investidores.
A participação do Grupo Carrinho havia sido adquirida por meio de transacções na bolsa, depois de uma tentativa anterior de compra directa de uma fatia das acções detidas pelo Banco Português de Investimento (BPI) não ter sido concluída.
Estrutura accionista mantém-se estável
Apesar da operação, o controlo do BFA mantém-se nas mãos dos seus accionistas maioritários, a UNITEL e o Banco BPI, que juntos concentram mais de dois terços do capital social da instituição.
Fonte: Comissão do Mercado de Capitais
