Lançado no Centro de Convenções de Talatona, o novo órgão visa posicionar Angola como a “sala de reuniões de África”.
O Angola Convention Bureau foi oficialmente apresentado no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, reunindo membros do Governo, representantes de organizações internacionais, operadores turísticos e empresários. O evento demonstrou a intenção do Estado em fomentar o turismo de negócios, segmento ainda pouco estruturado no país.
Infraestrutura e capacidade de acolhimento
Jorge Miguêns, Vice‑Governador Provincial de Luanda, salientou as melhorias infraestruturais de capital e a crescente aptidão da província para receber eventos de grande porte, baseando‑se em instalações modernas já existentes.
Estratégia governamental
O Ministro do Turismo, Márcio Daniel, apresentou o Bureau como a peça central para tirarem maior proveito das infraestruturas já em operação, garantindo uma oferta coordenada de serviços para congressos e convenções. Já o Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, descreveu o órgão como instrumento chave para a promoção internacional de Angola no mercado de eventos, referindo “cimeiras continentais e intercontinentais” que já reuniram milhares de participantes.
Diversificação e competitividade
Massano ainda destacou o esforço de diversificação económica, citando o crescimento do sector não petrolífero e a isenção de vistos para mais de 100 países como impulsionadores do turismo de negócios. Estes fatores sustentam a ambição de tornar Angola um destino competitivo no segmento MICE (Meetings, Incentives, Conferences, Exhibitions).
Perspetiva internacional
Senthil Gopinath, CEO da International Congress and Convention Association (ICCA), reforçou a tendência global de expansão do turismo de negócios e avaliou Angola como destino emergente com potencial de projeção internacional crescente.
Modelo de parceria
O Angola Convention Bureau nasce de uma parceria público‑privada, mobilizando ativos nacionais – aeroporto internacional moderno, rede hoteleira de padrão internacional, infraestruturas dedicadas a eventos e uma força de trabalho jovem – para consolidar a missão de transformar Angola na principal plataforma de reuniões do continente africano.
