O Fundo Monetário Internacional (FMI) actualizou em alta a previsão de crescimento da economia angolana, passando de 2 por cento para 2,3 por cento para 2024. Em paralelo, a estimativa para a África Subsariana foi também revista, aumentando de 4 por cento para 4,3 por cento.
Para 2027, o FMI antevê uma aceleração do crescimento angolano para 2,6 por cento, mas mantém o país abaixo da média regional prevista de 4,4 por cento.
Liderança angolana nas reuniões de primavera
O secretário de Estado para o Planeamento, Luís Epalanga, que representou Angola nas Reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial, realizadas de 13 a 18 de abril em Washington, salientou que o essencial é que o impulso económico provenha do sector não petrolífero, por ser o que tem maior capacidade de absorção de mão‑de‑obra.
Orientação governamental
“O Governo vai continuar a apostar na dinamização do sector não petrolífero, de modo a conduzir o crescimento global da economia nacional, tendo em conta as contrações do sector petrolífero, incluindo o gás”, declarou Epalanga à imprensa angolana à margem do evento.
Contexto das reuniões
Sob o lema “Construindo prosperidade por meio de políticas”, as reuniões reuniram dirigentes de bancos centrais, ministros das finanças e do desenvolvimento, parlamentares, executivos do sector privado, representantes da sociedade civil e académicos de 191 países, centrando‑se na situação da economia mundial face a mudanças profundas e novos choques.
Composição da delegação angolana
A turma angolana foi chefiada pela ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, e incluiu o governador do Banco Nacional de Angola, Manuel Dias, o secretário de Estado do Planeamento, Luís Epalanga, e altos responsáveis e técnicos dos ministérios das Finanças, dos Transportes, do Turismo e da Agricultura e Florestas, além de representantes do Banco Nacional de Angola.
