Atlântico registra rácio de reclamações seis vezes inferior à média dos bancos sistémicos angolanos

Atlântico registra rácio de reclamações seis vezes inferior à média dos bancos sistémicos angolanos Atlântico registra rácio de reclamações seis vezes inferior à média dos bancos sistémicos angolanos

O Banco Millennium Atlântico encerrou 2025 entre os bancos sistémicos com melhor desempenho na gestão de reclamações, apresentando o menor rácio por 100 mil clientes – 6,51 reclamações por cada 100 mil clientes no quarto trimestre, contra uma média grupal de 43,43. Em termos absolutos, registrou 241 reclamações no período, volume reduzido face ao tamanho da sua carteira.

Estes dados constam no ranking de reclamações do Banco Nacional de Angola (BNA) para 2025, que monitora o desempenho das instituições financeiras na tramitação de queixas ao longo do ano.

Distinguir número absoluto e rácio por cliente é essencial para uma leitura equilibrada. Bancos com maior base acumulariam mais reclamações em termos absolutos – o rácio corrige essa distorção e permite comparações mais equitativas entre instituições de diferentes dimensões.

Com um rácio de 6,51 – mais de seis vezes abaixo da média grupal – o Atlântico indica menor insatisfação relativa e maior eficiência na gestão dos processos de atendimento ao cliente, ainda que face a pares de escala superior.

A tendência não é pontual. Nos três primeiros trimestres de 2025, o banco manteve níveis de reclamações baixos em referência comparativa, conferindo consistência ao resultado do último trimestre.

O sector bancário angolano registou dezenas de milhares de reclamações em 2025, sendo a maior concentração nos bancos sistémicos e em tópicos ligados a serviços digitais, cartões e operações de conta – áreas onde a transformação tecnológica tem gerado mais atrito com os clientes.

Nesse cenário, um rácio significativamente abaixo da média grupal funciona como indicador reputacional relevante, num mercado onde a confiança nos serviços bancários digitais ainda se consolida e a experiência do cliente se torna fator de diferenciação competitiva.

O ranking mede reclamações recebidas – não abrange toda a experiência do cliente – requerendo cautela na interpretação. Contudo, o destaque do BNA ao Atlântico como referência entre os bancos sistémicos reforça a ideia de que o banco fechou o ano numa posição favorável em reputação e atendimento.

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