Do Kremlin ao Golfo Pérsico: reconfiguração geopolítica dos diamantes angolanos

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Angola consolida a sua posição entre os maiores produtores de diamantes, centrando a produção em duas minas na província da Lunda Sul – Luele e Catoca – responsáveis por mais de 90 % da produção nacional.

Minas Luele e Catoca
A mina de Luele, também designada Luaxe, é o maior projecto diamantífero de Angola. Inaugurada em 2023, dispõe de reservas estimadas em 620,8 milhões de quilates, equivalentes a cerca de 85 % do potencial total das reservas nacionais, o que reforça consideravelmente a influência do país no mercado global de diamantes.

A mina de Catoca representa 11 % das reservas do Estado e mantém‑se como a terceira maior mina a céu aberto do mundo, operando continuamente desde 1995.

Reestruturação acionista em 2025
No céu de 2025, Catoca satisfez uma alteração estrutural relevante: a empresa russa Alrosa, parceira histórica no sector diamantífero, abandonou o seu quorum acionista, sendo substituída pela Taadeen Investment, entidade subsidiária do Fundo Soberano de Omã. Esta última passou a deter 41 % do capital de Catoca, enquanto os restantes 59 % permanecem sob controlo da Endiama, empresa pública angolana do sector.

Impactos e implicações
Até ao momento, a mudança de posse não provocou alterações operacionais visíveis. Contudo, indica uma reorientação geopolítica e financeira do sector, ao introduzir capital do Golfo Pérsico em um dos ativos mais estratégicos da economia nacional, potencialmente influenciando fluxos de investimento e alianças comerciais.

Fonte: matéria original

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