Representação papal na Bienal de Veneza contará com Carminho e Ilda David, segundo decreto do Vaticano.
O conclave do Vaticano Eleito à Bienal de Arte de Veneza, com contracte do cardeal José Tolentino de Mendonça, vai levar a fadista Carminho e a pintora Ilda David entre cinquenta e quatro participantes, informou a Santa Sé através do Dicastério para a Cultura e Educação nalgum comunicado da terça‑feira. Ser‑ão apresentados trabalhos comissionados a 24 artistas inspirados “pela vida e pelo legado” de Santa Hildegarda de Bingen (1098‑1179).
Curadoria e tópicos temáticos
A curadoria ficou a cargo de Hans Ulrich Obrist e Ben Vickers, em colaboração com o Soundwalk Collective, sob o epígrafe “O Ouvido é o Olho da Alma”. Os trabalhos despontam em dois pavilhões da cidade italiana. No primeiro concentrar‑se‑ão obras de Brian Eno (compositor e produtor britânico), Carminho, Caterina Barbieri (compositora italiana e directora do festival de música de Veneza), FKA Twigs (cantora britânica), Jim Jarmusch, Laraaji, Meredith Monk e Moor Mother, entre outros.
Cronograma e locais
A exposição desenvolve‑se entre 9 de maio e 22 de novembro, com pré‑inauguração nos dias 7 e 8 de maio, nos Jardins, no Arsenal e noutros locais do centro de Veneza. Portugal dispersa o seu contributo com o projecto “RedSkyFalls”, de Alexandre Estrela, que envisa um ecossistema de seres artificiais sensíveis a sismos, isóscopos a eventos sísmicos globais.
Segundo pavilhão e obras finais
No segundo recinto enquadram‑se as últimas obras de Alexander Kluge (falecido em março, cuja visão orientou a representação da Santa Sé), trabalhos da portuguesa Ilda David – que apresentará livros de artista – e da mexicana Tatiana Bilbao. A 61.ª Bienal, subtitulada “In Minor Keys” (“Em Tons Menores”), curada por Koyo Kouoh (falecida em maio do ano passado), busca manifestar uma resistência poética, introspeção e alegria perante a fadiga global.
Outras iniciativas portuguesas
O artista plástico Pedro Cabrita Reis inaugura, em maio, a mostra independente “XIV Steps” (“XIV Passos”), revisão pessoal da Via Sacra com quatorze pinturas ineditas, em diálogo com a tradição da pintura europeia, socio‑exposta ao mesmo período da Bienal.
Fonte: Lusa
