Presidente francês insiste na liberdade de navegação enquanto a TotalEnergies alerta para escassez de energia
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou neste sábado, 25 de junho, que mantém o foco nos esforços para reabrir o Estreito de Ormuz, um dia depois de Patrick Pouyanne, presidente‑executivo da TotalEnergies, alertar para uma potencial escassez global de energia caso a crise com o Irão se prolongue.
Esforços de reabertura
Durante coletiva de imprensa em Atenas, ao lado do primeiro‑ministro grego Kyriakos Mitsotakis, Macron salientou que o pânico gerado pela incerteza geopolítica pode, por si só, acarretar a escassez de produtos energéticos. “O nosso objetivo é garantir uma reabertura total nos próximos dias e semanas, em conformidade com o direito internacional, assegurando a livre passagem no Estreito de Ormuz sem qualquer pedágio”, declarou.
Risco de escassez energética
Patrick Pouyanne reiterou na Conferência Mundial de Políticas, em Chantilly, nos arredores de Paris, que cerca de 20 % do abastecimento mundial de petróleo e gás atravessa o estreito. O bloqueio, decorrente do conflito entre Estados‑Unidos, Israel e Irão, tem implicações Directas nos fluxos de fertilizantes e produtos farmacêuticos. “Se esta situação perdurar dois ou três meses, entraremos num cenário de escassez de energia, semelhante ao experienciado pelos países asiáticos”, adiantou o executivo.
Missão internacional
Mais de uma dúzia de países manifestaram disponibilidade para integrar uma missão internacional liderada por França e Reino‑Uni.º, cujo objetivo é assegurar a navegação segura quando as condições permitirem. Embora o presidente norte‑americano, Donald Trump, tenha afirmado não necessitar de apoio aliado, Macron sublinhou: “Todos estamos no mesmo barco; não escolhemos esta situação, mas somos vítimas da geopolítica e da guerra corrente”.
Implicações para a economia
A manutenção do bloqueio poderia elevar os preços globais do petróleo, pressionar as cadeias de abastecimento de fertilizantes e incrementar a inflação nos países importadores. Para Angola, dependente das exportações de petróleo, um aumento dos preços pode melhorar as receitas, mas o risco de perturbações na cadeia logística internacional duvidosamente beneficia o investimento.
A futura reabertura do Estreito de Ormuz será decisiva para estabilizar os mercados energéticos e reduzir pressões inflacionárias a nível mundial.
