China ordena Meta reverter compra da IA Manus, avaliada em mais de US$ 2 mil milhões

China ordena Meta reverter compra da IA Manus, avaliada em mais de US$ 2 mil milhões China ordena Meta reverter compra da IA Manus, avaliada em mais de US$ 2 mil milhões

Pequim e Cingapura, 27 de abril (Reuters) – A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma obrigou a Meta a desfazer a aquisição da startup de inteligência artificial Manus, avaliada em mais de US$ 2 mil milhões, num período de maior vigilância sobre investimentos norte‑americanos em tecnologias avançadas angolanas.

Motivação da intervenção
A comissão sublinhou a necessidade de impedir que empresas americanas obtenham talento e propriedade intelectual em IA, simultaneamente ao esforço dos EUA de limitar o acesso de companhias chinesas a chips avançados. O comunicado oficial assevera que “proibirá o investimento estrangeiro na Manus, em conformidade com as leis e regulamentos, e exigirá que as partes envolvidas revertam a transação”.

Histórico da transação
A Meta concluiu a compra da Manus em dezembro passado, após receber um aporte de US$ 75 milhões liderado pela Benchmark em maio de 2025. Pouco depois, a startup expirou as suas instalações na China, demitiu dezenas de colaboradores e transferiu as operações para Cingapura sem a aprovação dos reguladores chineses.

Reação das autoridades e dirigentes
Os co‑fundadores Xiao Hong (presidente‑executivo) e Ji Yichao (cientista‑chefe) foram convocados a Pequim em março para conversas com o regulador e, subsequentemente, vetados de deixar o país. Ambos não comentaram a situação à Reuters. A equipa da Manus continua nos escritórios da Meta em Cingapura, apesar das restrições impostas aos executivos.

Implicações económicas
Este é o caso mais recente de oposição chinesa a transacções transfronteiriças envolvendo IA. A decisão reforça a tendência de maior controlo regulatório no sector tecnológico, colocando pressões adicionais sobre investidores estrangeiros e potencialmente retardando a dinâmica de inovação entre China, EUA e mercado global.

Fonte: Reuters

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