O contrato de futuros do petróleo Brent para entrega em Julho registou, às 14h de terça‑feira, 4 de Maio, um aumento de 5,8 %, cotando 114,44 dólares, o que representa 6,27 dólares a mais que o fechamento de 108,17 dólares registrado na sexta‑feira anterior.
Rali impulsionado por operação militar nos trilhos marítimos
A alta está directa‑mente ligada ao arranque das operações militares norte‑americanas destinadas a libertar navios apreendidos no Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA informou ter facilitado a passagem de dois inesperáveis carregados comercialmente e destruído seis lanchas da Guarda Revolucionária iraniana que impediam a travessia – alegação imediatamente contestada por Teerão.
Flutuação intradiária e fatores de risco regional
Na sequência do incidente, o preço do Brent tocou 115,3 dólares por barril antes de recuar, reduzido por um ataque iraniano com drones que provocou um “grande incêndio” numa zona industrial dos Emirados Árabes Unidos. Esse segundo choque reacendeu as preocupações sobre a segurança dos fluxos de óleo nas rotas do Golfo.
Repercussão política
Em entrevista à Fox News, o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a ameaçar “apagar da face da Terra” o Irão caso este ataque a navios norte‑americanos seja confirmado, agudizando ainda mais a incerteza nos mercados.
Ano até agora
Desde o princípio de 2024, o Brent acumula uma valorização de 88 %, refletindo a combinação de reduções de produção, tensões geopolíticas e expectativas de aumento da procura no sector energético.
Estas variações double‑sided podem influenciar a trajectória de preços do petróleo e ter impacto direto nas contas de importação angolanas, dependentes das receitas petrolíferas.
