O Ministério dos Transportes assinou, na segunda‑feira, em Luanda, a concessão da gestão dos terminais marítimos e fluviais de Cabinda e Soyo à Sociedade Gestora de Terminais (Sogester S.A.). O contrato, com vigência de 20 anos, integra a estratégia de modernização do sector portuário nacional.
Objetivos da concessão
A iniciativa pretende melhorar a eficiência operacional, baixar os custos logísticos e fortalecer a cabotagem como alternativa estratégica ao transporte de passageiros e mercadorias a nível nacional.
Importância dos terminais
Os dois portos são cruciais para a integração socioeconómica das províncias de Cabinda e do Zaire, apoiando a mobilidade, o abastecimento e a dinamização do comércio local. O Porto de Cabinda, inaugurado em 2021, dispõe de infraestruturas modernas e tem capacidade para movimentar mais de 100 mil passageiros.
Posicionamento do Estado
O secretário de Estado das áreas de Aviação Civil, Marítimo e Portuário, Adilson Catala, afirmou que a construção e a operacionalização desses terminais refletem a orientação do Executivo em criar condições para o desenvolvimento do transporte marítimo, reduzir constrangimentos logísticos e responder às necessidades das populações e agentes económicos. Destacou ainda a especial relevância da aposta em Cabinda, cuja descontinuidade territorial exige soluções de mobilidade regulares, eficientes e sustentáveis.
Implications económicas
Para Catala, as infraestruturas vão além de activos físicos, configurando‑se como instrumentos fundamentais para a integração económica, o reforço do comércio e a melhoria da qualidade de vida das populações nas regiões abrangidas.
Fonte: Ministério dos Transportes
