Visita institucional em Lisboa reforça o intercâmbio técnico entre as entidades angolanas e portuguesas responsáveis pela gestão do tráfego aéreo.
A Empresa Nacional de Navegação Aérea (ENNA) realizou, na semana passada, uma visita institucional à NAV Portugal, em Lisboa, com o objetivo de aprofundar a cooperação técnica e operacional entre as duas instituições de controlo de tráfego aéreo. A ação insere‑se no protocolo existente entre ambas, que prevê a troca de conhecimento e o desenvolvimento conjunto de competências no sector.
A delegação angolana, liderada pela presidente do conselho de administração, Bernarda Henrique, incluiu membros da administração, representantes sindicais e associações profissionais das áreas de controlo de tráfego aéreo, engenharia e sistemas técnicos aeronáuticos.
Durante a recepção, o presidente da NAV Portugal, Pedro Ângelo, expôs a estrutura e a missão da entidade, salientando os avanços tecnológicos e operacionais recentemente implementados. A responsável da ENNA sublinhou o contributo estratégico da parceira portuguesa no apoio ao desenvolvimento técnico e institucional da empresa angolana, reforçando uma relação de longa data.
Ambos os prestadores de serviços de navegação aérea têm como missão garantir a gestão segura e eficiente do trânsito aéreo nos respetivos espaços aéreos, assegurando a coordenação de voos, a comunicação com as aeronaves e a monitorização das rotas. Estas actividades são cruciais para a segurança da aviação civil, exigindo padrões operacionais elevados, formação especializada e actualização constante da tecnologia.
Ao longo da visita, a comitiva angolana deslocou‑se ao Centro de Controlo de Lisboa (ACC), onde observou diretamente o funcionamento das operações e dos sistemas de controlo de tráfego aéreo. A agenda contou ainda com reuniões técnicas sobre gestão do espaço aéreo, desenho de procedimentos de voo, Informação Aeronáutica (AIM) e sistemas CNS/ATSEP (Comunicações, Navegação e Vigilância), além de encontros dedicados a recursos humanos e relações laborais.
Segundo as duas instituições, os contactos possibilitaram identificar novas áreas de colaboração, designadamente em formação, benchmarking, gestão de carreiras e evolução dos serviços de navegação aérea. O objectivo conjunto é reforçar a segurança, a eficiência e a modernização do sector aeronáutico, num contexto de crescimento do tráfego aéreo e de maior rigor regulatório internacional.
