Angola enfrenta recorrentes limitações no acesso a numerário, com caixas automáticas frequentemente vazias, sobretudo entre os dias 25 e 5 de cada mês, altura do pagamento de salários.
Abastecimento diário limitado – Em Luanda, bancos comerciais garantem um mínimo de Kz 13 milhões por multicaixa, segundo gestores do sector. Apesar do esforço, o valor não cobre a procura acumulada no período crítico, causando filas extensas e obstáculo ao levantamentodos fundos.
Impacto no quotidiano – Cidadãos relatam percursos por vários multicaixas sem sucesso, o que afeta o consumo de bens essenciais e pequenas actividades económicas que dependem de numerário imediatamente disponível.
Baixa literacia financeira – Responsáveis bancários atribuem a preferência pelo levantamento de dinheiro à escassa literacia financeira, embora existam alternativas digitais que ainda não são largamente utilizadas.
Soluções digitais em desenvolvimento – Serviços como Multicaixa Express e KWiK oferecem pagamentos e transferências mais céleres e seguros, mas a adesão permanece limitada, mantendo a pressão sobre as redes de caixas automáticas.
Contexto do sistema financeiro – O Banco Nacional de Angola indica que 23 instituições estão autorizadas, com 22 em actividade. Apesar das restrições, observam‐se avanços com pagamentos por QR Code e mobile banking, que poderiam reduzir a dependência de numerário no futuro.
Perspetivas – Especialistas sugerem que, além de melhorar o abastecimento, a inclusão financeira e o reforço da confiança nos canais digitais são indispensáveis para evitar novas crises de escassez nos multicaixas.
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