Escassez de horários para Cabinda gera forte protesto de passageiros e revela fragilidades na frota da TAAG, que cancelou 12 ligações ao longo de sete dias por falta de aeronaves.
Cancelamentos recorrentes – Cabinda, separado do resto de Angola por território estrangeiro, depende quase que totalmente do transporte aéreo para ligar‑se ao interior nacional. Nos últimos dias, dezenas de viajantes tiveram os voos cancelados sucessivamente, alguns pela terceira vez consecutiva, desencadeando manifestações no Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, em Luanda.
Reação dos passageiros – Em vídeos divulgados nas redes sociais, os passageiros exibiram indignação pela demora e exigiram soluções imediatas. A situação provocou intervenção policial; alguns manifestantes foram detidos e, em seguida, libertados.
Justificação da TAAG – A companhia atribui os contratempos a um “contexto desafiante” na disponibilidade de aeronaves, uns reflexos das dificuldades globais de abastecimento de peças de reposição. Apesar de terem sido programados 133 voos na última semana, várias rotas domésticas e regionais foram afectadas, sendo Cabinda a mais impactada.
Medidas de reposição – A TAAG assegura reacomodação prioritária dos passageiros affectados nos próximos voos disponíveis e anuncia um plano de optimização da frota, com reforço da ligação a Cabinda por aeronaves de maior capacidade, visando reduzir a lista de espera.
Apoio adicional – Foram introduzidos reagendamentos flexíveis, alojamento em hotéis e encaminhamento em voos alternativos. A empresa prevê estabilizar as operações domésticas e regionais nos próximos dias, com normalização esperada até ao final da semana.
Implicações – Os repetidos cancelamentos reativam dúvidas sobre a fiabilidade das ligações aéreas a Cabinda, região cuja mobilidade está quase exclusivamente condicionada ao voo, tensionando ainda mais a confiança dos utilizadores no serviço da companhia aérea nacional.
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