A Sonangol garantiu um empréstimo de USD 2,65 mil milhões junto de um consórcio de bancos nacionais e estrangeiros para financiar despesas operacionais e investimentos de capital. O acordo envolve instituições como o Standard Bank South Africa, a Société Générale, o ABSA e o First Abu Dhabi Bank, com reembolsos mensais e pagamento de juros ao longo de sete anos.
Quatro bancos angolanos participam no financiamento com uma contribuição total de USD 105 milhões: o BFA (USD 35 milhões), o Millennium Atlântico (USD 30 milhões), o BAI (USD 30 milhões) e o Banco Sol (USD 15 milhões).
O financiamento surge num momento de pressão sobre as contas da maior empresa angolana. Apesar de ter encerrado 2025 com lucros de USD 946 milhões e capitais próprios de USD 11.329 milhões, o Conselho Fiscal da Sonangol alertou para um “desequilíbrio em direção ao curto prazo”, identificando três riscos concretos: liquidez sob pressão, dependência crescente de financiamento externo e uma exposição elevada a passivos de longo prazo que “comprimem o valor real da empresa”.
A pressão de tesouraria é visível nos números. As disponibilidades imediatas caíram 18% — de 2,28 biliões de kwanzas para 1,86 biliões — enquanto as contas a receber subiram para 8,85 biliões de kwanzas.
Em paralelo, a Sonangol negocia financiamento com instituições chinesas para a refinaria do Lobito, projecto no qual investiu cerca de USD mil milhão só em 2025. A empresa não revelou a taxa de juro associada ao novo empréstimo, remetendo os detalhes para o próximo relatório semestral de gestão.
Fonte: Jornal Mercado
