México e Espanha aproximam-se e visam investimentos em energia, infraestrutura e finanças

México e Espanha aproximam-se e visam investimentos em energia, infraestrutura e finanças México e Espanha aproximam-se e visam investimentos em energia, infraestrutura e finanças

Presidenta mexicana Claudia Sheinbaum e presidente espanhol Pedro Sánchez reúnem‑se em Barcelona a 18 de abril, após primeira visita presidencial à Espanha em oito anos, sócio de uma cúpula de líderes progressistas.

Encontro no quadro da cúpula ‘Em defesa da democracia’
Sheinbaum esteve em Barcelona para participar da quarta edição da cúpula internacional de líderes progressistas, destinada a coordenar a resposta ao avanço da extrema‑direita. O encontro com Sánchez marca uma pausa nas tensões herdadas da relação entre México e Espanha, deixada pelo antecessor Andrés Manuel López Obrador, que em 2019 exigiu um pedido de desculpas por abusos coloniais não atendido.

Reaproximação institucional
“A já existia uma reaproximação, tanto do presidente espanhol como do próprio rei, e reconhecemos isso”, declarou Sheinbaum a jornalistas ao deixar o evento, frisando também a posição mexicana sobre a necessidade de reconhecer as agressões coloniais na América Latina. A presidenta sinalizou que convidará Sánchez para a quinta edição da cúpula, a realizar-se no México no próximo ano.

Perspectiva económica e de investimento
O ministro da Economia da Espanha, Carlos Cuerpo, descreveu a visita como “um sinal muito importante e positivo de aproximação entre os dois países”, sublinhando a intenção de impulsionar contratos comerciais e investimentos, particularmente nos sectores de energia, infraestrutura e financeiro. Sheinbaum, por sua vez, agradeceu o convite de Sánchez e afirmou que “não há crise diplomática com a Espanha; nunca houve”.

Degelo diplomático pré‑copa
No mês anterior, o governo mexicano convidou o rei Felipe VI para a cerimónia de abertura da Copa do Mundo de 2026, reversão do não convite na posse presidencial anterior. Na mesma ocasião, o monarca europeu reconheceu publicamente os abusos coloniais de Espanha, alterando a postura anterior de recusa em assumir culpa histórica.

Contexto histórico
A Espanha manteve um vasto império entre os séculos XVI e XVIII, cobrindo cinco continentes, incluindo a maior parte da América Latina, onde o domínio colonial acarretou trabalho forçado, desapropriação de terras e violência contra povos indígenas. A reaproximação actual pode traduzir‑se em novos fluxos de capitais e projetos conjuntos, particularmente num momento em que ambos os países buscam diversificar as suas economias e reforçar a cooperação internacional.

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