O Novo Aeroporto Internacional de Cabinda (NAIC) terá um acréscimo de cerca de 40 milhões de dólares ao seu orçamento, após decisão presidencial que autorizou obras suplementares não incluídas no contrato original, como a ampliação do terminal de passageiros e reforço da pista, reforçando a aposta estratégica na aviação civil angolana.
A medida, tomada pelo Presidente João Lourenço, foi formalizada num despacho datado de 24 de abril, que aprovou uma adenda ao contrato para cobrir intervenções adicionais. Entre os trabalhos previstos estão a construção de um terminal maior – com segregação de voos domésticos e internacionais –, a expansão do parque de estacionamento de aeronaves, o reforço e tratamento geotécnico da pista, a instalação de uma adutora de água e a consolidação da vedação.
A assinatura da adenda ficou a cargo do Ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de Abreu, com possibilidade de sub‑delegação a outros responsáveis.
O projeto do NAIC permanecia inicialmente orçado em 250 milhões de dólares, sustentado por financiamento superior a 90 milhões de euros provenientes da UK Export Finance, e a execução está a ser conduzida pela construtora OEC – Odebrecht Engenharia e Construção.
Paralelamente, o Primeiro‑Ministro autorizou uma despesa de 13,4 milhões de dólares para a contratação directa de consultoria destinada ao desenvolvimento da Cidade Aeroportuária do Icolo e Bengo, associada ao Aeroporto Internacional António Agostinho Neto. O plano contempla desenho urbano, arquitetura – inclusive de um Museu de Arte Contemporânea Africana – e infraestrutura turística e recreativa de padrão internacional.
Foi também aprovada a aquisição de cerca de 7 milhões de dólares em seis viaturas ARFF (combate a incêndios aeroportuários) para reforçar a certificação operacional dos aeroportos das províncias da Huíla, Benguela e Namibe, em conformidade com as normas internacionais da aviação civil.
