Agência Marítima Nacional promove 1.º Congresso Angola-Brasil de Direito Marítimo e lança debate sobre futuro Código Marítimo

Agência Marítima Nacional promove 1.º Congresso Angola-Brasil de Direito Marítimo e lança debate sobre futuro Código Marítimo Agência Marítima Nacional promove 1.º Congresso Angola-Brasil de Direito Marítimo e lança debate sobre futuro Código Marítimo
1.º Congresso Internacional de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro Angola–Brasil, promovido pela Agência Marítima Nacional (AMN)

A Agência Marítima Nacional (AMN) promoveu, entre 14 e 16 de Outubro, em Luanda, o 1.º Congresso Internacional de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro Angola-Brasil. O encontro, subordinado ao mote “Atlântico Sul: O Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro como Vector de Soberania e Competitividade na Rota Global do Comércio”, reuniu especialistas dos dois países para discutir soluções jurídicas e institucionais para o sector.

“O balanço do congresso é muito positivo, porque o nosso principal objectivo com a realização deste encontro foi promover a troca de experiências e demonstrar que Angola e Brasil, apesar das suas diferenças, têm também muitas similaridades nesta matéria”, afirmou Anisabel Veríssimo e Costa, Presidente do Conselho de Administração da AMN.

Segundo a responsável, a partilha de experiência com o Brasil permitiu a Angola explorar modelos institucionais ainda inexistentes no país, como o Tribunal Marítimo. “Este encontro mostrou-nos que não estamos tão distantes da realidade brasileira como poderíamos pensar”, acrescentou.

Código Marítimo Angolano em debate

Um dos pontos centrais do congresso foi a reflexão sobre um futuro Código Marítimo Angolano. Anisabel Veríssimo e Costa sublinhou que a experiência brasileira oferece referências para avaliar diferentes opções legislativas e evitar a repetição de dificuldades já identificadas noutras jurisdições.

“É importante reflectirmos sobre o modelo a adoptar e evitar soluções que, noutras realidades, não tenham produzido os resultados esperados. A questão é perceber qual o caminho mais adequado à realidade angolana”, afirmou.

Gestão ambiental e domínio aduaneiro

O congresso abordou ainda os desafios identificados na auditoria da Organização Marítima Internacional (OMI) a Angola, na área de gestão ambiental. A Presidente da AMN considerou que os conhecimentos partilhados no encontro podem contribuir para aprofundar a resposta a essas questões.

No domínio aduaneiro, a experiência brasileira foi igualmente apontada como referência para a evolução de procedimentos adaptáveis à realidade angolana.

Formação e cooperação institucional

Segundo Anisabel Veríssimo e Costa, a cooperação entre os dois países deverá prosseguir através do reforço da formação especializada e da aproximação entre instituições de ensino, profissionais e empresas do sector. A responsável destacou a importância de criar mecanismos de continuidade, nomeadamente através de iniciativas de formação, intercâmbio de especialistas e parcerias académicas e profissionais.

O programa do congresso incluiu, ao longo dos três dias, debates sobre a implementação das convenções da OMI, segurança da navegação, prevenção da poluição marítima, transporte marítimo internacional, regulamentação portuária e controlo aduaneiro, além de uma conferência dedicada especificamente à proposta de um Código Marítimo Angolano.

Fonte: Agência Marítima Nacional (AMN), Outubro de 2026.

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